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Criança também ronca e isso pode ser um problema
      23 JAN 2016
Criança também ronca e isso pode ser um problema


O perigo é quando a respiração é bucal e as causas vão, desde problemas de mordida, até adenoide

Roncar não é exclusividade dos adultos. Alguns pais começam a perceber barulhos moderados durante o sono das crianças a partir de 1 ano e meio e 2 anos, mas não é aquele ronco que estamos acostumados a ver no adulto, é um som mais leve, compatível com o tamanho dos pequenos. Quando é a com a boca fechada, não tem problema, pode ser cansaço. A preocupação é quando ela está dormindo com a boca aberta, sem respirar pelo nariz.

“Como essa criança não fecha a boca para dormir, a qualidade de sono é péssima.  Ela vai ter um sono interrompido, que não acorda, mas é sono agitado. O dormir mal gera hiperatividade durante o dia e falta de concentração. Ela pode ter mais dificuldade na escola. O adulto acorda cansado, a criança acorda hiperativa. As reações são muito diferentes. Ela fica ligada, não presta atenção nas coisas, não respeita as ordens”, diz o cirurgião-dentista, José Flávio, especialista em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-faciais.

As causas podem ser diversas, quando é dentária, por conta de uma mordida alterada, é preciso usar um aparelho móvel, que corrige rapidamente a mordida, uma vez que é muito fácil movimentar os dentes de uma criança nesta idade. “É um tratamento para crianças a partir de 5/6 anos. Em criança mais nova do que isso, a adesão é ruim”, afirma José Flávio.

Como criança não fecha a boca para dormir, a qualidade de sono é péssima e pode desencadear em hiperatividade.

Também pode haver um aumento das amídalas e aumento da adenoide, o tecido linfático de proteção do organismo, eles incham de forma que não passa o ar. Você vê a criança dormindo, percebe que ela tem dificuldade para respirar. A partir dos 7 anos, pode até apresentar episódios de apneia – interrupção da respiração por alguns segundos. “O tratamento nesse segundo caso é cirúrgico, mas é uma cirurgia simples e rápida, feita cotidianamente pelo otorrinolaringologista”, diz o especialista. 

Segundo José Flávio, muitas mães ficam com dó de submeter o filho a uma cirurgia, mas, no futuro, essa criança pode ficar com uma deformidade de face chamada de síndrome da face longa, quando mostra muito a gengiva. Essa deformidade costuma aparecer a partir dos 12 anos, mas só poderá ser operada aos 17/18 anos, quando o crescimento é cessado. “Fazer a cirurgia otorrinolaringológica na infância ajuda a criança a se desenvolver de maneira normal”.

Fonte: Terra


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