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24 dias sem andar por causa do mosquito da zika
      22 MAR 2016
24 dias sem andar por causa do mosquito da zika


A vida da dona de casa Joyce Entringer, 28 anos, tem sido um drama há 24 dias. Com o diagnóstico de chikungunya, e sem andar devido à doença, a esperança de voltar a ter os movimentos do corpo tem dado força à jovem.

A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da zika e dengue, e assustou Joyce. “Estou sem andar por causa do mosquito”, disse.

A febre chikungunya tem como consequência o acometimento das articulações, após o vírus avançar nas juntas dos pacientes e causar inflamações com fortes dores.

Os primeiros sintomas de Joyce foram a intensa dor no corpo, febre alta, e a perda de força nas mãos e pernas. Hoje, ela faz fisioterapia para tentar retomar a vida normalmente e não precisar do auxílio da cadeira de rodas para realizar suas atividades.

Segundo Joyce, o que causa mais indignação é a falta de assistência e monitoramento por parte das secretarias de Saúde de Vila Velha e do Estado.

“Gravei um vídeo e coloquei na minha rede social, contando que os médicos me diziam que logo ia passar e que a dor era normal da doença. Mas 24 dias se passaram e ainda estou em cima de uma cama. Estou inválida e meu alerta é para mostrar que isso pode virar um problema social que pode piorar sem o apoio e a ajuda do SUS.”

A fisioterapeuta Prícila Valadares Casals, que acompanha Joyce, contou que a doença acometeu todas as articulações da jovem, o que resultou em dificuldade até mesmo para pegar um copo.

“Ela está aprendendo a andar de novo. No momento, consegue andar poucos metros, um pouco curvada, cansando muito rápido, com dores intensas. O condicionamento cardiovascular também foi prejudicado”, explicou.

Joyce aguarda a confirmação por exames. O resultado está previsto para sair esta semana. “Enquanto isso faço o tratamento por minha conta. Quero voltar a andar.”

A Prefeitura de Vila Velha informou que a paciente compareceu  a várias consultas desde a primeira visita com suspeita de dengue.

A unidade orientou que procurasse o serviço quantas vezes fosse necessário caso sentisse novos sintomas, ou o problema se agravasse. “Até a última vez que foi consultada apresentou dores nas pernas, mas continuava caminhando”, disse, em nota.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que a responsabilidade de monitorar e acompanhar pacientes com a confirmação da doença é do município.


Fonte:
Tribuna online: 
tribunaonline.com.br
Reportagem: Bárbara Becalli


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