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Morte súbita: técnica
Morte súbita: técnica


De acordo com um estudo recente, o perigo é ainda maior no caso das crianças com mais de 6 meses de idade 

A famosa técnica do charutinho, também conhecida como casulo, pode aumentar o risco da Síndrome de Morte Súbita Infantil (SMSI), especialmente para os bebês com mais de 6 meses. As informações são de um estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido, publicado no conceituado periódico médico Pediatrics.

De acordo com a pesquisa, que revisou 283 artigos e analisou minuciosamente quatro destes trabalhos, o hábito de enrolar os bebês em uma manta ou cueiro com o objetivo de imitar o útero e acalmá-los, aumenta em duas vezes o risco de morte súbita, principalmente quando as crianças são colocadas para dormir de bruços ou de lado, práticas já desaconselhadas pelos médicos. O perigo aumenta quando as crianças têm mais de 6 meses, já que nessa idade a probabilidade de que elas rolem para uma posição que não é segura enquanto estão enroladas é maior. 

A revisão aponta ainda um aumento nas chances de hipertermia, que é quando a temperatura do corpo sobe excessivamente, e de infecções respiratórias.

É melhor não arriscar

Ainda que muitos profissionais de saúde continuem ensinando a técnica do charutinho ou casulo para pais e mães de recém-nascidos, o hábito já não é recomendado há algum tempo porque como a criança fica presa, ela tem menos chances de conseguir se mexer caso algo obstrua o nariz ou a boca durante o sono. A rede de balanço feita para colocar no berço, outro item que tem virado mania entre as famílias por prometer facilitar a hora do sono, também pode ameaçar a segurança dos bebês.

“A técnica do charutinho já não é mais recomendada há alguns anos. Ela aumenta o risco de morte súbita. As redes também não devem ser usadas, pois, na realidade, não recomendamos nada mole para as crianças, porque elas podem virar espontaneamente e depois não conseguir desvirar. As redes,alias,só são seguras em UTIS Neonatais, onde há monitoramento 24 horas”, explica o pediatra Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Segundo Fernandes, até os 2 anos de idade as crianças devem ser agasalhadas apenas com roupas, sem mantas, nem cobertores. Além disso, o berço deve ficar livre de protetores e bichos de pelúcia. Os recém-nascidos devem ser colocados sempre de barriga para cima.

A exceção se dá para os bebês que sofrem de refluxo. Nesse caso, desde que sejam orientados pelo pediatra, os pais podem colocar a criança para dormir sobre o braço esquerdo, sempre sem acessórios, incluindo o travesseiro anti-refluxo. “A criança vai escorregar e o travesseiro não ajudará em nada”, diz o médico.

Fonte:.revistacrescer.globo.com

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